As mulheres trabalhadoras na Turquia

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Por Marcela Alves Bomfim

As mulheres na Turquia foram as primeiras a serem demitidas por conta da crise financeira, seus salários são menores do que dos homens e ainda por cima vivem em uma sociedade patriarcal que priva sua liberdade de decidir sobre os rumos de suas vidas.

Marcela Bomfim: "women in Turkey are the first to be dismissed as a result of the financial crisis, their salaries are lower than those of men and  they moreover live in a patriarchal society that denies their freedom to decide the directions of their lives."

No colóquio sobre a situação das mulheres trabalhadoras, (Seferihisar/Turquia), foram apresentados dados de uma pesquisa sobre como a sociedade enxerga as mulheres trabalham. Muitas respostas, inclusive dadas por mulheres, disseram que as mulheres não devem trabalhar fora de casa porque tem responsabilidades com a casa e os filhos. Outro fator é a influência da religião que não vê com bons olhos a exposição pública das mulheres.

As mulheres devem trabalhar?

Segundo pesquisa 64,7% das mulheres pensam que sua obrigação é cuidar da casa. As mulheres das províncias mais distantes tem pouco contato com os homens, por medo preferem não se expor, ou seja trabalhar fora.

9,5% das mulheres e 16,5% dos homens falam que é contra a religião as mulheres trabalharem fora de casa.

7,8% das mulheres e 7,0% dos homens, acham que o trabalho fora de casa, pode ter efeito ruim nas crianças.

1,4 % das mulheres e 1,8% dos homens, acham que o trabalho tem efeitos ruins sobre as mulheres.

Apesar da pesquisa, em cidades maiores do país muitas mulheres trabalham. Depois da crise financeira houve menos desemprego entre as mulheres jovens, no entanto elas trabalham em empregos sem segurança, sem seguro médico e contratos temporários. Muitas aceitam essas condições porque os homens estão sem emprego e seus salários são a única fonte de renda da família.

Na fábrica Tekel, empresa estatal ,as mulheres fizerem 10 dias de greve de fome. A greve teve duração de dois meses, o motivo para suspensão do trabalho foi à proposta do governo de reduzir salários. As mulheres são a linha de frente das marchas. A polícia pode tocar nos homens, mas são impedidos por questões religiosas de atacar mulheres. Acordos internacionais pressionaram para que houvesse diminuição dos gastos públicos e o governo tomou medidas como demitir trabalhadores e a privatizar empresas.

As mulheres da parte administrativa, repartições públicas, tem o grau de escolaridade maior, e conhecem melhor o seus direitos,mas não podem negociar.Para o governo da Turquia as mulheres devem realizar apenas os trabalhos domésticos. Muitas leis dificultam que elas trabalhem.

Em algumas regiões ainda são os homens da família que decidem com quem suas filhas e irmãs iram se casar. Mulheres vítimas de violência sexual são consideradas culpadas, para a justiça o estrupo é culpa da mulher que de alguma forma induziu o homem ao ato.

O movimento feminista é novidade e somente agora está ocorrendo à divulgação de tratados internacionais em defesa das mulheres e aproximação com a marcha mundial das mulheres. Apesar da repressão e do forte poder do patriarcado as mulheres turcas lutam diariamente por mudanças, por direitos básicos como escolher o esposo, trabalhar fora e estudar.

Enviada por Sismuc, às 15:09 09/08/2010, de Curitiba, PR

http://www.tie-brasil.org/noticias.php

 

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